1. SEES 12.6.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  A QUESTO INDGENA
3. ENTREVISTA  ABILIO DINIZ  A VIDA PODE COMEAR AOS 76
4. MALSON DA NBREGA  A VOLTA DO NEOBOBISMO
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  PREVENINDO DOENAS CARDIOVASCULARES

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

A CINCIA DO NAMORO
Por que amamos, desejamos e nos apaixonamos? O que explica o sucesso das mulheres-fruta entre os homens? Por que algumas mulheres preterem bad boys e atletas, outras os magrelos e baixinhos? Embora seja agradvel pensar que seguimos o corao, a verdade  que a cincia tem explicaes menos poticas para as questes que motivam escritores, msicos e artistas h centenas de anos. Reportagem no site de VEJA mostra quais so as novas descobertas sobre o comportamento humano nas questes amorosas.

ROMANCE DIGITAL
 Pergunte ao Mdico  O hebiatra Maurcio de Souza Lima responde a perguntas sobre sexo na adolescncia.
 + Tech  Cinco aplicativos para iPhone que ajudam na busca por um amor.
 Pano pra Manga  Os amores que marcaram o mundo da moda.
 VEJA Recomenda  A trilha sonora perfeita para o Dia dos Namorados

A FESTA DOS GAMES
Durante a prxima semana, VEJA.com acompanhar, diretamente de Los Angeles, a 19a edio da E3, a maior feira de jogos eletrnicos do planeta. A reportagem vai assistir aos principais lanamentos do mercado  incluindo a apresentao dos consoles Xbox One, da Microsoft, e PlayStation 4, da Sony  e testar em primeira mo ttulos que em breve chegaro s mos dos aficionados brasileiros, como Call of Duty: Ghost. A cobertura completa trar ainda reportagens sobre tendncias e entrevistas com os chefes da indstria de games. Todo o contedo est reunido na pgina www.veja.com.br/games.

NOSSOS RIVAIS NA COPA
Sete selees visitam o Brasil neste ms para disputar o grande evento-teste do pas antes do Mundial de 2014. O site de VEJA convidou jornalistas de todas as naes participantes da Copa das Confederaes para contar quais so as expectativas de cada equipe. Leia tambm a srie que mostra como o futebol desses pases reflete os desafios e obstculos de suas sociedades. A primeira reportagem trata da difcil adaptao dos italianos  presena de filhos de imigrantes  os atacantes Balotelli e El Shaarawy  na equipe nacional.


2. CARTA AO LEITOR  A QUESTO INDGENA
     O grande marechal Cndido Rondon, que desbravou os rinces brasileiros, tinha como lema na colonizao de terras indgenas o famoso "Morrer se preciso for; matar nunca". Os lendrios irmos Villas Boas, mundialmente famosos por terem feito o primeiro contato com os ndios gigantes da Amaznia, os crenacarores, pautavam-se pelos mesmos cuidados de Rondon. A manuteno da vida e da sade dos ndios era uma obrigao do estado brasileiro em sua poltica de expanso das fronteiras civilizadas sobre terras habitadas pelas populaes originais pr-cabralinas. A Rondon e aos irmos Villas Boas no escapava a melanclica sensao da inevitabilidade da extino ou, em um cenrio benigno, da mutilao das culturas daqueles povos. Sempre foi trgico para o mais fraco o milenar encontro de populaes em estgios dspares de desenvolvimento tecnolgico. "Quem carregava o ao, a plvora ou os germes mais fortes dizimava o outro. Assim caminhou a humanidade desde tempos imemoriais", escreveu o gegrafo americano Jared Diamond. A concluso  que no existe poltica indigenista justa para os ndios. Qual a soluo para a questo indgena brasileira? Uma reportagem desta edio se debrua sobre o problema, que se tornou agudo, nos ltimos dias, com a morte de um ndio terena em confronto com a polcia em Mato Grosso do Sul. A pergunta no tem resposta simples. 
     Mas a reportagem deixa claro que a maneira como o governo define e enfrenta a questo indgena no Brasil  errada. Est na hora de tirar o problema do mbito do Conselho Indigenista Missionrio e das ONGs estrangeiras e trat-lo como uma questo de estado norteada pelo lema do marechal Rondon e pela insatisfatria mas realista viso dos irmos Villas Boas. Os ndios precisam de proteo do estado para que no sejam usados como massa de manobra por manipuladores a quem mais interessam os mrtires.


2. ENTREVISTA  ABILIO DINIZ  A VIDA PODE COMEAR AOS 76
Recm-sado do Po de Acar depois de mais de uma dcada de briga com o scio, o empresrio estreia em novo ramo e, com um filho de 3 anos, se diz renascido.
OTVIO CABRAL

Dos seus 76 anos de vida, Ablio Diniz passou 64 no Grupo Po de Acar. Permaneceu l desde a fundao do negcio por seu pai, em 1948, at o ano passado, quando entregou o comando acionrio da maior rede varejista brasileira ao grupo francs Casino. Jean-Charles Naouri, seu controlador,  seu arqui-inimigo h treze anos. Abilio, porm, no quer mais saber de briga. Quer paz para se dedicar  famlia (com a atual mulher, 35 anos mais nova, tem dois filhos pequenos), ao esporte e  BRF, a maior produtora de carne processada do Brasil, cujo conselho de administrao ele preside desde maro. Apesar da promessa de trgua, Naouri ainda no  uma pgina virada em sua vida. Nas mais de duas horas de entrevista, citou 22 vezes o rival, sempre pelo nome completo. 

O senhor passou quase sessenta anos no comando do Po de Acar. Foi difcil sair depois de tanto tempo? 
Passei mesmo uma vida inteira l dentro, mas, quando eu encerro uma coisa, encerro de vez. Joguei futebol por trinta anos, era goleiro. No dia em que eu senti que estava tendo dificuldades, que no tinha o mesmo reflexo, nunca mais coloquei uma luva. Fui campeo brasileiro de polo a cavalo por nove anos. Uma vez em que joguei mal, desci do cavalo, arremessei os tacos e falei: "Nunca mais subo em um cavalo". Eu tenho fazenda, meus filhos esto aprendendo a montar, mas nunca mais cavalguei. No Po de Acar ainda no encerrei minha passagem, continuo l dentro, no conselho de administrao. Mas encerrei a fase na qual eu e o Po de Acar nos confundamos. No vou ficar com processos nostlgicos. 

O Casino afirma que o fato de o senhor ser presidente dos conselhos de administrao do Po de Acar e da BRF configura conflito de interesses. O senhor pretende abrir mo de algum desses cargos? 
No h conflito de interesses nenhum. Antes de dizer "sim"  BRF, estudei muito e consultei gente que entende do assunto. Se tivesse algum conflito, ningum precisaria me dizer, eu mesmo me recusaria a assumir. Mas o Jean-Charles Naouri (controlador do Casino) no tem pudor de mentir. Quando vi quem ele realmente era, ficou claro que no podia mais continuar como scio. 

Por qu? 
Porque somos pessoas completamente diferentes. Da mesma forMa que gua no se mistura com azeite, no me misturo com o Jean-Charles Naouri. Como no conseguia trabalhar com ele, pedi para sair. E a ns negociamos por um ano, at eu chegar  concluso de que a negociao no era sria. Segui o contrato e passei o controle para o Casino, apesar de ele dizer que eu no queria passar. Dali em diante, meus direitos foram desrespeitados. Ento, em dezembro do ano passado, abri um processo de arbitragem contra o Jean-Charles Naouri e disse: "Nesta encarnao eu no negocio mais com o senhor Naouri". Ganhei um dinheiro danado para o grupo do senhor Jean-Charles Naouri  veja como o Po de Acar tem crescido desde 1999. Mas fui negligente e at ingnuo por ter acreditado nele e no ter feito um contrato muito mais duro. Mas no vou processar o Jean-Charles Naouri, no quero mais conflito, s quero ter o direito de trabalhar. Vou continuar no grupo como presidente vitalcio do conselho de administrao e fazer o melhor pela companhia. Eu amo o Po de Acar. Tenho l dentro boa parte do meu patrimnio. 

No Po de Acar, o senhor sempre foi um empresrio agressivo. Adquiriu concorrentes, como o S e o Sendas, e ampliou o ramo de atuao, comprando Ponto Frio e Casas Bahia. Agora, na BRF, pretende manter essa caracterstica? 
Pelo menos  essa a expectativa que os acionistas tm de mim. No vou mudar meu estilo.  

Quais as metas que o senhor pretende atingir na empresa? 
Quando me veio essa ideia de ir para a BRF, pensei: estou do outro lado do balco, sou reconhecidamente uma das pessoas que mais entendem de distribuio no mundo. Como  que eu vou agora para o lado da indstria? Antes de decidir, estudei profundamente a empresa e fiquei encantado com a complexidade de abater 7 milhes de frangos por dia, exportar para 130 pases, ter 65% do mercado interno. A meta agora  aumentar a internacionalizao e consolidar a liderana no Brasil. Eu ensino aos meus alunos que, no fundo, as empresas so todas iguais: gente e processo, processo e gente. Podem mudar o produto e a forma de atuar, mas o principal no muda. Por isso eu sei que no vou sentir tantas dificuldades na BRF. 

O senhor  bilionrio, bem-sucedido, tem filhos novos e uma mulher 35 anos mais jovem. Na sua situao, a maioria dos empresrios est aposentada, mas o senhor continua na ativa. O que o move? 
Estou com 76 anos e vivo a melhor fase da minha vida. Tenho toda essa experincia e um corpo e uma cabea de 40 anos. O que me empolga  poder passar para as pessoas que, se elas se cuidarem minimamente, tero chance de viver muito mais e com uma qualidade de vida muito maior. No precisa fazer treinamento de atleta, como sempre fiz. Mas mexer o corpo, prestar ateno na alimentao. No  necessrio ser atleta para enfrentar desafios, basta se mexer um pouco para viver melhor. Tambm no me aposento porque tenho sede de aprender. Aprendo trabalhando com gente mais nova na BRF, dando aula na Fundao Getulio Vargas, com minha mulher e com meus filhos pequenos, de 3 e 6 anos. Existe uma frase que vivo repetindo e que muita gente pensa que  marketing, mas eu a sigo de verdade: "Quero ser hoje melhor do que fui ontem e amanh vou querer ser melhor do que sou hoje". 

Quantas horas por dia o senhor passa na academia? 
Pelo menos duas horas. No tenho corrido muito nem participado mais de maratonas, mas no passo um dia longe da academia. No consigo. 

Do que o senhor mais sente falta no Po de Acar? 
Ultimamente, passei a estudar o capitalismo consciente, que visa a algo alm do lucro. Primeiro tem de ter lucro, porque, se no tiver, no tem empresa, no tem salrio, no tem acionista, no tem presidente, no tem nada. As empresas que seguem essa linha buscam a felicidade, buscam despertar o orgulho de todos os que esto envolvidos nela  funcionrios e clientes. Percebi que o Po de Acar sempre foi um exemplo de capitalismo consciente. O slogan deixa isso claro: "Po de Acar, lugar de gente feliz".  dessa alegria que eu sinto falta. 

O senhor faz parte da Cmara de Polticas de Gesto, Desempenho e Competitividade do governo federal, rgo comandado por seu amigo Jorge Gerdau. Ele j disse que considera "uma burrice" o governo ter 39 ministrios. O senhor concorda com essa avaliao? 
Eu no s concordo como, no comeo do governo, tive uma conversa com a presidente Dilma Rousseff e falei que 37 ministrios era uma loucura absoluta. E depois disso ela ainda criou mais dois. Eu sou gestor e no tenho capacidade de comandar 37 pessoas diretamente, no h nem mesa para tanta gente sentar. Um dos problemas mais srios do Brasil  o sistema poltico.  preciso reestudar o financiamento de campanha para reduzir a corrupo. Sempre defendi as reformas tributria e fiscal, mas hoje acho que  mais importante a reforma poltica. 

Quantos ministrios seriam suficientes? 
Um gestor no tem capacidade de comandar mais de doze pessoas. H ministro que despacha com a presidente a cada trs meses. Isso no  bom, todo mundo precisa ter chefe e dar satisfao a ele. No governo, isso  impossvel. O ideal seria que a presidente no tivesse mais de doze ministros.  lgico que a pesca  um tema importante, mas no precisa ser um ministrio, poderia estar subordinada  agricultura. E, como esse, h dezenas de exemplos. 

A incapacidade de execuo do governo no assusta algum que veio do varejo, que exige decises com celeridade? 
Claro que fico impressionado. J tive essa impresso nos dez anos que passei em Braslia, na dcada de 80, no Conselho Monetrio Nacional. Foi a minha dcada perdida. Trabalhei muito, mas no consegui obter nenhum resultado. 

Por que o corte dos impostos da cesta bsica promovido pelo governo no chegou aos consumidores? 
Chegou, claro. Pode no parecer, mas chegou. Para os supermercados, por exemplo, a desonerao permitiu baixar o preo da carne. Os supermercados tinham dificuldade de competir com os aougues, que pagam impostos pelo Simples. Agora, a competio  mais igual, o que beneficia o consumidor. Mas, se o governo tira um imposto e os preos sobem por questes sazonais, no se nota a diferena, no entanto ela est l e  muito importante. Sem essa medida, a inflao teria sido muito maior. Outra coisa que tambm  positiva  a desonerao da folha de pagamento das empresas, o que produz um benefcio social maravilhoso. Se voc tem 100 ou 200 funcionrios, paga o mesmo imposto. Isso  um estmulo para contratar. E o que este pas mais precisa  criar empregos. 

As vendas dos supermercados registraram um crescimento mais lento no ltimo ano. Esse modelo econmico baseado principalmente no consumo ainda  sustentvel? 
Esse modelo que ps 20 milhes de pessoas no mundo do consumo est com os dias contados. No tem outra camada de 20 milhes de brasileiros para incluir. Esse modelo foi a locomotiva do governo Lula, foi muito importante para o pas continuar a crescer depois da crise de 2008, mas no tem mais como sustentar a economia assim no governo Dilma. O pas precisa de investimentos. O governo sabe disso, tem tomado medidas, mas o resultado no vem no ritmo esperado. Houve problemas de marco regulatrio, dificuldades para dar um retorno adequado aos investidores. Sem retorno o empresrio no entra, no vai fazer caridade. 

A inflao ameaa os ganhos que o Brasil teve nas duas ltimas dcadas? 
No estou preocupado com a inflao. O governo tem mecanismos eficientes para control-la e ainda nem comeou a utiliz-los. Estou preocupado  com o pessimismo das pessoas. Acho que o governo est cometendo um erro enorme de comunicao. Ele se comunica bem com as classes baixas. Os programas sociais fazem com que os mais pobres melhorem de vida. As pessoas tm emprego e o salrio est aumentando. Da classe mdia para baixo, o governo se comunica bem. E para cima? E para os empresrios? Uma srie de coisas boas est sendo feita  a desonerao, a poltica de juros  e no se d o devido valor a elas. 

O senhor, que j foi vtima de sequestro, defende a reduo da maioridade penal? O que  preciso fazer para conter a criminalidade nas grandes cidades? 
Deveria haver um estatuto para jovens de at 16 anos, outro para os que tm de 16 a 18 e outro para aqueles de 18 a 21 anos. Eles estabeleceriam tratamento e punies diferentes  sendo que, dos mais velhos, seria exigido mais responsabilidade. A violncia  epidmica, mas d para enfrent-la. Veja o exemplo do Rio de Janeiro. Eu tenho segurana desde que fui sequestrado, em 1989. Antes, eu achava que ningum iria se meter comigo, mas os guerrilheiros (os sequestradores do empresrio diziam agir em nome do MIR, grupo armado chileno dissolvido nos anos 90) se meteram e me levaram. Alguns anos atrs, meus seguranas morriam de medo de ir ao Rio. Isso mudou, o Rio est mais calmo do que So Paulo. Porque aqui no se faz o que tem de ser feito contra os criminosos. Faltam determinao e firmeza aqui da parte do governo. 

O senhor  apontado como candidato a suceder Juvenal Juvncio como presidente do So Paulo. Pretende disputar esse cargo? 
Nem a pau, Juvenal. Se eu fosse entrar nesse ramo, seria como diretor de futebol, para cuidar do time, e no como presidente, que tem de cuidar de toda a parte social.


4. MALSON DA NBREGA  A VOLTA DO NEOBOBISMO
     A velha esquerda muito acusou o presidente Fernando Henrique de neoliberal. Numa das vezes, em 1997, FHC reagiu. "S quem no tem nada na cabea  que fica repetindo que o governo  neoliberal. Isso  neobobismo." Agora, o neobobismo ressurge para fanfarronar as administraes do PT, no livro 10 anos de Governos Ps-Neoliberais no Brasil: Lula e Dilma, organizado por Emir Sader (Editora Boitempo). 
     O neoliberalismo, corrente nascida nos anos 1930, se opunha  interveno estatal adotada na Europa e nos Estados Unidos para enfrentar a Grande Depresso. Nos anos 1970, defendia a reforma do estado intervencionista, ao qual atribua a perda de dinamismo e o surto inflacionrio de ento nos pases ricos. A esquerda passou a usar o termo em tom pejorativo. 
     Na Amrica Latina, os mesmos problemas decorriam tambm das polticas de substituio de importaes, que ficaram insustentveis com as crises do petrleo (1973 e 1979), mas foram mantidas mediante elevao da dvida externa. O modelo ruiu de vez com a moratria mexicana de 1982, que fez secar a fonte de recursos do exterior. A inflao evoluiu para hiperinflao em muitos pases.  No Brasil, chegara a hora de rever o modelo, que havia legado uma industrializao ineficiente e uma inaceitvel concentrao de renda. As bases do modelo eram o fechamento da economia, o desregramento oramentrio, a tolerncia com a inflao, a concesso de subsdios e favores fiscais a certos segmentos, e a escolha de vencedores pela burocracia. 
     Era preciso superar a hiperinflao, abrir a economia, redefinir o papel do estado, privatizar estatais ineficientes  inclusive para assegurar o acesso da populao a servios bsicos como o das telecomunicaes  e construir moderna regulao econmica e de defesa da concorrncia. A redistribuio de renda viria com o fim da corroso inflacionria da renda dos trabalhadores e com programas sociais focalizados nos mais pobres. A universalizao do ensino fundamental e novos investimentos em educao eram parte da grande empreitada. 
     Tais mudanas ciclpicas  "neoliberais" para a velha esquerda  atingiram o auge com FHC. A velha esquerda nunca entendeu a realidade. Manteve suas convices estatistas mesmo depois da queda do Muro de Berlim. No percebeu que o fracasso da substituio de importaes e tambm do comunismo tinha a mesma origem, isto , a ausncia de incentivos  inovao. 
     O governo Lula foi o maior herdeiro dessas transformaes. O crescimento foi impulsionado pelos correspondentes ganhos de produtividade e pela emergncia da China como nosso principal parceiro comercial. Havia, ainda, disponibilidade de mo de obra para incorporar ao processo produtivo. Foi possvel, por tudo isso, ampliar os programas sociais, agora unificados no Bolsa Famlia. Mas o xito dificilmente viria se o presidente no houvesse abandonado as ideias erradas do PT sobre poltica econmica. 
     Isso aconteceu com sua Carta ao Povo Brasileiro (2002). O objetivo era afastar temores de uma ruptura desastrosa, caso o PT ganhasse as eleies presidenciais. Lula jurou cumprir contratos e se comprometeu com o superavit primrio do setor pblico, um dos cones do que a esquerda via como neoliberalismo. No governo, manteve as privatizaes, ampliou o superavit primrio e reforou a autonomia operacional do Banco Central. Lula tambm seria um neoliberal? Infelizmente, ele abandonou as reformas, o que em grande parte explica a recente queda da produtividade. 
     Quem mudou rumos foi a presidente Dilma. Ela por certo agrada a neobobos com a ao poltica sobre o Banco Central, a reinstituio do controle de preos, o protecionismo e outras polticas tpicas da era do intervencionismo excessivo e da substituio de importaes. Colhe inflao alta e PIB baixo. 
     O artigo de Sader no livro  uma ode  alienao. Numa de suas prolas, afirma que a Carta ao Povo Brasileiro contribuiu para a crise poltica iniciada em 2005, a do mensalo. A origem do maior escndalo poltico da histria seriam a continuidade da poltica econmica e a oposio, "dirigida por uma mdia privada e refugiada nas denncias de corrupo contra o governo". Neobobismo puro.
MLSON DA NOBREGA  economista


5. LEITOR
ROBERTO CIVITA
Vou guardar com orgulho, para minha filha e meus netos, a edio 2324, com a reportagem especial "Uma vida dedicada  verdade" (5 de junho), que mostra a impressionante trajetria de Roberto Civita (1936-2013)  um excepcional empreendedor e editor que amava de corao o Brasil. VEJA personifica em sntese a vida desse democrata, cujo legado ficar por geraes.
ADAUTO L. CARDOSO
Sorocaba, SP

Aliado  valorizao da educao, Roberto Civita lutou por aprimorar a nossa democracia na esperana de vermos o Brasil ser remido pela tica. Cumpriu com maestria o papel que, por vezes, a sociedade espera de setores que se mantm de olhos bem fechados.
JOS MARIA CANCELLIERO
Piracicaba, SP

Roberto Civita, o italiano mais brasileiro que passou por esta terra. Nossa homenagem pstuma a esse grande cidado do Brasil.
Luiz CECCOTI NETO
Pouso Alegre, MG

A figura de Roberto Civita sempre me transmitiu credibilidade. Suas aparies pblicas noticiadas pelos meios de comunicao despertavam em mim um misto de euforia, otimismo e orgulho, seja porque elas traziam nsita a certeza de boas-venturanas (premiaes por trabalhos desenvolvidos, anncios de projetos virtuosos), seja porque eu gostava de v-lo como pessoa mesmo, admirava seu semblante, sua feio. Esta, infelizmente, no poderei mais contemplar "em tempo real"; menos mal que aquelas, as boas-venturanas, permanecero eternizadas.
SAID RAMOS NETO
Curitiba, PR

Roberto Civita foi o responsvel por ter despertado em mim um vcio para o qual nunca vou procurar tratamento: a avidez por informao de qualidade. Hoje, Aos 32 anos, sou leitor assduo de suas principais criaes: VEJA, EXAME, SUPERINTERESSANTE, PLACAR, entre outras publicaes da Editora Abril. Assino todas essas. RC, como gostava de ser chamado, far falta, mas seu legado  para sempre. Descanse em paz.
PETUEL PREDA
So Paulo, SP

Com O PATO DONALD aprendi a gostar de ler. Com VEJA aprendi a entender o Brasil e o mundo. Obrigado, RC!
AIRES BRUNO RAMOS
Timb, SC

Se a poesia  feita de longos silncios e ausncias, o brusco e inesperado calar de Roberto Civita nos faz recordar que sua ausncia ser preenchida por lies intermitentes de humanismo e de profissionalismo em benefcio da verdade.
MARIA DAS GRAAS TARGINO
Teresina, PI

Misso cumprida, Roberto Civita! VEJA continuar falando pelo senhor.
ZOROASTRO SANTOS CEDRO
Juazeiro, BA

Fiquei imensamente emocionado ao ler a reportagem especial sobre as antolgicas memrias do fenomenal editor Roberto Civita, que com denodo incomum conseguiu manter a distribuio do semanrio VEJA por todo o Brasil numa poca em que a liberdade de imprensa se encontrava cerceada pela ditadura militar. Em 11 de setembro de 1968, dia em que comemorava meus 22 anos, a primeira edio desta magnfica revista foi o meu maior presente, adquirida na modesta e nica banca de jornal de minha pequena cidade natal, Alagoa Grande (PB). De l para c, VEJA, estrela maior da constelao de revistas da Editora Abril, consolidou-se como parte inerente a mim e a todos os que compem o meu lar.
LEVI BRONZEADO DOS SANTOS
Guarabira, PB

Cidado mpar no jornalismo brasileiro, ele sobressaa pelo carisma e apreo  tica na informao. Em nosso estado de direito, o Brasil perdeu o seu grande guardio da democracia e da liberdade de imprensa. Fica um vazio em nosso corao!
MILTON RIBEIRO DE SOUZA
So Paulo, SP

Meu pesar com a morte do grande mestre das comunicaes. Roberto Civita, que muito valorizou a imprensa brasileira em todas as suas plataformas. Seguiu os passos do pai, Victor, e fez do Grupo Abril um dos maiores conglomerados de comunicao do mundo. A Abril sempre se pautou pela seriedade e pelo respeito ao jornalismo de qualidade. Quando morre um homem desse quilate, no h pea de reposio. Mas tenho certeza de que sua obra continuar pelas mos dos filhos e funcionrios.
MARCOS GAGLIASSO
Santos Dumont, MG

O Brasil perdeu um grande homem, que deixou legados como o compromisso com a verdade e o respeito ao leitor. Tenho certeza de que VEJA manter essa herana.
JOS AUGUSTO REBELLO SALOMO
Joo Pessoa, PB

A defesa intransigente da tica, da verdade e da livre manifestao do pensamento galga Roberto Civita  condio de grande heri da democracia.
JORGE LUIZ BALDASSO
Dourados, MS

Foi difcil superar a emoo ao ler a reportagem Memrias de um editor. Tive a sensao de perder um amigo de muitos anos, embora nunca o tivesse conhecido.
HENRIQUE CARLOS REDORAT
So Paulo, SP

Feliz o veterano e competente jornalista Carlos Maranho em poder gravar e reproduzir fielmente, a tempo, a vida profissional desse extraordinrio, com louvor, empresrio naturalizado brasileiro continuador emrito da obra de seu pai, o exemplar e talentoso Victor Civita.
LUIZ RENATO RIBAS SILVA
Curitiba, PR

Sou assinante de VEJA h quase quarenta anos e sempre admirei Roberto Civita por seu carter, sua determinao e seu compromisso com a verdade. Ao ler parte de suas memrias em VEJA, consegui amenizar um pouco a tristeza provocada pela sua perda. Com toda a certeza, So Pedro o chamou, pois est precisando de um hebdomadrio no cu. Roberto, converse com o Gutenberg a em cima e encare mais esse desafio, pois aqui na terra a sua obra j est perpetuada.
ROGRIO BIANCO
So Bernardo do Campo, SP

Em "Memrias de um editor" pude conhecer a trajetria e as motivaes por trs do mito empreendedor. Os pargrafos ''Amar o que se faz", '"Sorte" e "O raio e o vaga-lume"' esto, definitivamente, no rol das minhas leituras inspiradoras, para a vida e para o trabalho.
LEILA DE OLIVEIRA
Campinas, SP

Ao ler Memrias de um editor" me emocionei com as lies de empreendedorismo, de amor ao jornalismo e, principalmente, de vida.  uma edio para guardar com todo o carinho. E que vida! Se pudesse, diria pessoalmente: Civita, che vita!
NALDO ARAJO
Abaetetuba, PA

J foi dito quase tudo sobre ele, mas gostaria de acrescentar algo a essa avalanche de elogios, todos certamente merecidos. Ele era uma pessoa to gentil, to afetuosa, que gostava de cozinhar para seus amigos, de preferncia, uma boa massa. E cozinhava muito bem, como, alis, tudo o que fazia. Era um gentleman em tempo integral. Amou profundamente seus inesquecveis pais, o Victor e a Silvana, a quem beijava e abraava em suas visitas quase dirias. Foi um filho exemplar. A nica vez que o vi chorando foi no velrio da me,  qual era bastante apegado. No mais, era s sorriso, otimismo e alegria, tudo genuinamente dele. Tinha um enorme orgulho dos filhos e os iniciou na Abril, ainda muito jovens, para que percorressem todas as etapas da editora. O valor que dava  educao herdou do Victor, para quem um povo no educado no pode levar um pas ao progresso. E como sempre a famlia Civita tinha razo. Roberto, essa foi a maneira que encontrei de dizer quanto gostava e admirava voc, coisas que s vezes se perde a oportunidade de exteriorizar. Qualquer dia a gente se reencontra.
GLADYS CASTANHO
So Paulo, SP

Conta-se que o povo de Roma falava de Michelangelo como "o homem que tinha quatro almas". Ele sobressaa em arquitetura, escultura, pintura e poesia. A arte de Michelangelo produziu muitos dos edifcios e esttuas mais lindos de Roma. Quando Michelangelo se encontrava em seu leito de morte, um grupo de discpulos reuniu-se  sua cabeceira. Um perguntou pesarosamente: "Mestre, como poder Roma passar sem ti?". Com um fraco aceno de sua mo em direo  janela, e  cidade mais alm, aquela cidade cheia das criaes de seu gnio. Michelangelo respondeu: "Roma nunca estar sem mim''. Meus amigos: a vida de vocs nunca estar sem Roberto, porque ele lhes deixou a qudrupla herana: bondade, cultura, viso e discernimento. Que sejamos, todos ns, Dignos da memria de Roberto Civita. Ele viver em nosso corao. Para sempre.
HENRY I. SOBEL
So Paulo, SP

A reportagem de VEJA sobre a morte de Roberto Civita  uma aula de jornalismo. Ele deve ter ficado orgulhoso. Sem excessos, com densidade humana, rica de informaes sobre a vida e texto antolgico. Eu o conheci e fui seu amigo desde os tempos de moo, em Realidade, cheio de sonhos e obstculos. Como pensava bem. Que clareza de ideias. Com seu dirio o conheci mais ainda e aumentei minha admirao.
JOS SARNEY
Ex-presidente da Repblica e senador (PMDB-AP)
Braslia, DF

EM HOMENAGEM A ROBERTO CIVITA
VEJA recebeu centenas de mensagens afveis, emocionantes e respeitosas enviadas por autoridades e leitores, sobre a morte do editor e empresrio Roberto Civita, aos 76 anos, dia 26 de maio, em So Paulo. Saulo Chaves Almeida, assinante e colecionador da revista em Viamo (RS), destacou no carro sua considerao pelo criador de VEJA e explicou: "Assim fao a minha homenagem ao maior precursor da cultura brasileira, nosso presidente Roberto Civita, criador e editor de VEJA". Almeida lamentou no ter conhecido pessoalmente "o homem que tanto admirava" e deixou suas "condolncias  famlia Civita e aos colaboradores deste magnfico conglomerado cultural, o Grupo Abril".
VEJA. H 44 ANOS INFORMANDO. MORRE O NOSSO PRESIDENTE DR. ROBERTO CIVITA. GRUPO ABRIL 1936-2013. VIAMO

J.R. GUZZO
O artigo "O enigma das elites" (5 de junho) acentua o que, fazia muito tempo, era pblico e notrio: Lula no  mais aquele, um lder sindical (ser que um dia sinceramente o foi?). Seduzido pelo azul dos rtulos e do dinheiro, agora faz parte e convive intimamente com a elite endinheirada, atuando no ramo do lobby da contratao com os governos estrangeiros. Quem o viu nas portas de fbricas no o ver ali mais.
PEDRO LUS DE CAMPOS VERGUEIRO
So Paulo, SP

Lula se transformou no exemplo mais bem-acabado das "zelite" que tanto ele quanto o PT criticavam.
AGMAR VIEIRA JNIOR
Maring, PR

Todo cidado com um mnimo de discernimento j entendeu que no passa de cascata a responsabilidade atribuda por Lula a uma pseudo "elite brasileira" pelos problemas do pas.
JOS LUS GOMES MORAIS
Fortaleza, CE

A elite que incomoda Lula s pode ser a que ainda no perdeu o costume de pensar, de ter opinio prpria. E no est  venda.
HOMERO VIANNA JR.
Niteri, RJ

A elite que tanto incomoda Lula no  a elite do dinheiro, da qual hoje faz parte, mas a elite cultural que l, trabalha honestamente, paga imposto exorbitante, educa os filhos em boas escolas, viaja e visita museus, no depende de suas bolsas assistencialistas e por isso mesmo no  eleitora de cabresto nem dele nem de poltico algum. Elite de dinheiro qualquer um pode virar num golpe de sorte, mas, de cultura, s os persistentes e os que sabem da importncia do conhecimento para a liberdade plena. Essa elite realmente incomoda porque no  para qualquer um...
MAGDA LCIA DE ASSIS VIEIRA DE SOUZA
Belo Horizonte, MG

 triste ver parte desse povo continuar a acreditar em uma figura que no foi, no  e fatalmente no ser exemplo para os nossos filhos e para futuros polticos. Bilionrio, Lula est cada vez mais longe daquele brasileiro mais brasileiro.
PAULO DE TARSO PEREIRA VIANA
Braslia, DF

NUNO CRATO
Os mais de vinte anos em sala de aula como professor em escolas pblicas e particulares  com sucessos e fracassos  me credenciam a concordar plenamente com o ministro da Educao de Portugal, o matemtico Nuno Crato ("Contra a demagogia na escola". Entrevista, 5 de junho). Estudo, leitura e muitas atividades levam ao sucesso!
RONIVALDO VIEIRA LIMA
Fortaleza, CE

O professor precisa ter conhecimento dos contedos, bem como saber transmiti-los aos alunos, e para isso precisa ter objetivos claros e bem determinados. Assim tambm seria de esperar da educao pblica: objetivos claros e bem definidos. E, claro, organizao.
IVANA PAULETTT FANTE
Flores da Cunha, RS

A entrevista com o ministro Nuno Crato deveria ser leitura obrigatria para todos os professores, educadores e "pseudoeducadores" brasileiros.
SIDNEY SENDTKO
Balnerio Cambori, SC

Sou professora e achei o senhor Crato perfeito, realista e conhecedor profundo dos atuais problemas educacionais.
VERA CERCHI
Parnamirim, RN

Sugiro que sejam enviadas cpias da entrevista aos secretrios de Educao dos estados e dos municpios, bem como aos ministros da Educao e da Cultura do Brasil.
JOS MOACIR PORTERA DE MELO
Pontes e Lacerda, MT

Nuno Crato dirige a educao em Portugal olhando para o retrovisor, e todos ns gostaramos que ele conduzisse o olhar pelo para-brisa. Mas, enfim, a crise h de passar e este ministro tambm...  que em Portugal ns acreditamos que "um bem nunca vem s".
DAVID RODRIGUES
Professor universitrio e presidente da Pr-Incluso  Associao Nacional de Docentes de Educao Especial 
Oeiras, Portugal

PERDO DE DVIDAS
Quanta ironia! A miservel Guin Equatorial teve sua dvida perdoada pelo governo brasileiro, e foi exatamente aqui, no Brasil, que o seu ricao ditador Teodoro Obiang, no poder h 34 anos, veio gastar seu sujo dinheiro, na maior transao imobiliria da histria da cidade do Rio de Janeiro: 80 milhes de reais. Um megaendosso brasileiro  marginalidade e  ditadura ("Perdoados", 5 de junho).
REGINA JULIA NOUH
So Paulo, SP

A Construes e Comrcio Camargo Corra esclarece que a empresa no foi convidada pelo governo da Guin Equatorial para a construo de estradas.
MARCELLO D'ANGELO
Diretor de comunicao do grupo Camargo Corra
So Paulo, SP

 um caso gravssimo de gesto temerria. Est na hora da reao nacional e de soltar os gritos de liberdade presos na garganta: "Dilma no me representa!". "O PT no me representa!" e "PT, nunca mais!"', que esto na ordem do dia.
ROSA MARIA ELIAS
Cuiab, MT

LYA LUFT
Lya conseguiu com seu maravilhoso artigo "A embocadura do rio'' (5 de junho) me fazer aceitar meus quase 65 anos com muito mais alegria. Meus sinceros parabns!
ADILSON GROTTI
So Bernardo do Campo, SP

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO
Magnfico o artigo "Uma colnia chamada Brasil"' (5 de junho), que exibe com maestria tudo aquilo que gostaramos de dizer sobre o nosso futebol. Na mosca. Pompeu!
ROMILDO IDALGO
Campo Grande, MS

Fica claro que o Brasil nunca quebrou o pacto colonial com a Europa: exporta matrias-primas com as quais o Hemisfrio Norte faz produtos acabados. Em vez de cana e ouro, hoje vo jogadores e crebros.
GABRIEL OLIVEIRA
Anpolis, GO

Para se tornar uma potncia, o Brasil s tem uma sada: mudar a mentalidade. Os detentores do poder so os mesmos desde o descobrimento do pas: os extrativistas. O futebol  apenas uma vertente do nosso subdesenvolvimento.
ANTONINO SIMES DE CAMPOS
Guarapari, ES

CASO DUDU
Em relao  reportagem "Dudu traz a tempestade" (5 de junho), esclarecemos que: 1) O conselho deliberativo do Ncleos de 2005 tomou todas as medidas tcnicas administrativas e legais que estavam ao seu alcance, exclusivamente por dever de ofcio, para a responsabilizao nas esferas civil e criminal dos dirigentes e funcionrios que  poca provocaram vultosos prejuzos  nossa entidade; 2) Alm do afastamento dos ento diretores e da gerente financeira e das aes cveis, houve notcia de crime ao Ministrio Pblico Federal, visando  responsabilizao dessas pessoas por gesto financeira fraudulenta do fundo de penso; 3) Na sequncia, foi iniciado um intenso trabalho com o objetivo precpuo de buscar a recuperao financeira e patrimonial do Ncleos.
NORMAN VICTOR WALTER HIME
Presidente
Luiz CLUDIO LEVY CARDOSO
Diretor financeiro do Ncleos  Instituto de Seguridade Social
Rio de Janeiro, RJ

Correes: o novo Cdigo de Minerao ser enviado pela governo ao Congresso por meio de um projeto de lei, e no de um decreto-lei ("Mina de miro", Radar, 5 de junho). A foto da mala para transportar vinhos publicada na seo Guia da edio 2324 (5 de junho)  do fabricante nacional Winefit.

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
ROBERTO E O PAPA
Os organizadores da Jornada Mundial da Juventude bateram o martelo: Roberto Carlos no cantar nos grandes eventos pblicos. Mas ainda h uma chance de ele cantar para o papa em algum encontro privado, www.veja.com/radar

COLUNA
REINALDO AZEVEDO
FUNAI
Algum j viu cabea de bacalhau, enterro de ano ou esquerdista rejeitar um emprego pblico? Nunca! E tambm nunca viu antroplogo da Funai e seus critrios cientficos para definir o que  e o que no  rea indgena. www.veja.com/reinaldoazevedo

DE NOVA YORK
CAIO BLINDER
SRIA
A cidade sria de Homs  antiga, dos tempos romanos.  a terceira maior do pas. Foi um dos primeiros campos de batalha na guerra civil  e hoje  um cenrio de destruio. www.veja.com/denovayork

QUANTO DRAMA!
PATRCIA VILLALBA
NOVELA
O casal homossexual Niko (Thiago Fragoso) e Eron (Marcello Antony) entra na novela Amor  Vida para equilibrar a acidez do vilo Flix (Mateus Solano). Eles estreiam com uma questo: ter ou no um filho, www.veja.com/quantodrama

SOBRE IMAGENS
CHICO ALBUQUERQUE
So poucos os fotgrafos brasileiros com olhar to refinado quanto o do cearense Chico Albuquerque (1917-2000). Considerado um dos pioneiros da fotografia publicitria no pas, ele atuou com sucesso em So Paulo entre os anos 50 e 70. At o prximo dia 16, ser possvel conferir 150 fotografias dessa poca na exposio O Estdio Fotogrfico Chico Albuquerque. Outras imagens no blog:
www.veja.com/sobreimagens

SOBRE PALAVRAS
A GRAVATA NO PESCOO DO CROATA
Nos sculos XVII e XVIII ficaram famosos os soldados croatas de cavalaria que se punham a servio, como mercenrios, de diversas naes europeias. Na Frana, compunham um regimento chamado Royal Cravate, que se destacou na Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). A palavra cravate vinha do servo-croata hrvai  depois de uma tabelinha com o termo dialetal alemo krawat  e a princpio queria dizer simplesmente "croata". No entanto, como na Frana tudo parece acabar em moda, um ano aps o fim da guerra j se registrava uma expanso semntica da palavra cravate para nomear tambm a vistosa tira de tecido que os cavaleiros croatas usavam ao redor do pescoo. A gravata logo esqueceria sua origem militar e guerreira para fazer sucesso em sales urbanos ao redor do mundo. www.veja.com/sobrepalavras

NOVA TEMPORADA
UMA SRIE CRIADA POR MICK JAGGER
Em 2010, Mick Jagger encontrou-se com o diretor Martin Scorsese e o roteirista Terence Winter, ambos de Boardwalk Empire, para desenvolver um projeto de srie baseado em suas experincias de vida. Com o ttulo provisrio de History of Music, a srie contaria a histria da amizade entre duas pessoas da indstria fonogrfica ao longo de quarenta anos. Trs anos se passaram desde a conversa do msico com o cineasta e nenhuma informao foi divulgada sobre o andamento da ideia. Tudo levava a crer que ela teria sido engavetada. H alguns dias, no entanto, o The Hollywood Reporter afirmou que o projeto ainda existe. Se produzida, a srie ficar a cargo da HBO em parceria com a Jagged Films, produtora de Jagger. www.veja.com/novatemporada

 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  PREVENINDO DOENAS CARDIOVASCULARES
Hbitos de vida saudveis e controle de fatores de risco como a presso alta podem evitar infarto e AVC.

     As doenas cardiovasculares so a principal causa de morte em todo o mundo. De acordo com dados da Organizao Mundial da Sade, 17,3 milhes de pessoas morrem anualmente vtimas dessas doenas, E a estimativa para os prximos anos no  nada animadora: esse nmero pode chegar a 23,6 milhes at 2030. 
     No Brasil essa realidade no  diferente. Por ano so aproximadamente 300 mil bitos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Nesse grupo esto principalmente o acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto, ambos os mais fatais ou incapacitantes. 
     A medida mais eficaz para evitar esse grave cenrio e as danosas consequncias ainda  a preveno. As doenas cardiovasculares podem ser evitadas com medidas simples e acompanhamento mdico. O primeiro passo, indicam os especialistas,  verificar se h algum fator de risco para o desenvolvimento dessas condies. O diabetes e a presso alta, por exemplo, aumentam consideravelmente o risco de episdios cardiovasculares.  
     Como so quadros assintomticos,  importante identific-los e trat-los logo.  essencial medir a presso, verificar a presena ou no do diabetes e avaliar o histrico familiar da pessoa. O rastreamento pode ser realizado com periodicidade de 2 a 5 anos para aqueles que seguem um estilo de vida saudvel, mantm o peso, controlam a dieta e no tm presso alta ou diabetes. Para aqueles que no se enquadram nessas condies as visitas ao mdico devem ser anuais. 
     Alm dos fatores biolgicos, questes comportamentais como o tabagismo, o sedentarismo, a m alimentao e o alto ndice de gordura abdominal tambm influenciam de forma contundente no desenvolvimento das doenas cardiovasculares. Grande parte das condies adversas so tratadas com simples mudana no estilo de vida: dieta, atividade fsica e controle de peso. Por isso, reduzir o consumo de gorduras e apostar nas frutas, vegetais e na carne branca, alm de fazer exerccios fsicos so condutas essenciais. 
     Para ter efeito protetor, a atividade fsica deve ser feita durante, pelo menos, 30 minutos por dia e com intensidade moderada, aquela em que  possvel sentir uma acelerao dos batimentos cardacos e a conversa fica difcil.  
     A reduo do colesterol no sangue passa a ter impacto na sade aps um ano, e os tratamentos para estabilizar a presso arterial a partir dos seis meses. Vale ressaltar qu as condies crnicas so apenas controladas e no curadas. Por isso, o tratamento deve ser seguido sempre. E fica o alerta para os pais: o hbito de alimentar-se corretamente e de praticar atividades fsicas so medidas preventivas que devem ser incentivadas desde a infncia. 

Saiba mais sobre este e outros assuntos no site www.einstein.br
Sugira o tema para as prximas edies: paginaeinstein@einstein.br
Sua sade  o centro de tudo.
f/hospitalalberteinstein
t@/hosp_einstein
Youtube/HospitalEinsten

Responsvel Tcnico:
Dr. Miguel Cendoroglo Neto - CRM: 48949


